TU SABES QUEM ÉS
A primeira vez que te vi, fiquei logo preocupado.
Não vi no teu rosto nenhum sorriso estampado!
O teu olhar, por mais que tentasse disfarçar, não mostrava
alegria.
E mesmo não te conhecendo sentia-me mal sorrindo perante tua
[tristeza.
Sem eu falar, sem eu mandar, meu coração decidiu alegrar-te.
E sem perceber à primeira que, no final, ia te fazer chorar.
Sem saber como, trouxe-te para a vida ao fazer-te sorrir.
Não te menti quando te fiz sorrir, mas menti-me ao acreditar
que
[ia ser sempre assim.
Menti-me quando acreditei em ti ao afirmares que não te
irias
envolver.
Menti-me quando fui para a cama contigo,
Convencido que no dia seguinte tudo desapareceria.
Nunca pensei que te magoaria tanto.
Nunca pensei que, por mim, chorarias aos prantos.
Fiz-te chorar uma, duas, três, quatro…
Perdi, mesmo, a conta das vezes.
Desculpa-me pelas vezes que te beijei na boca,
Pelas vezes que fiz amor contigo;
Desculpa-me por todas as vezes.
Desculpa por não te ter amado como pedia o teu desejo.
Desculpa por não te poder dar sempre o meu beijo.
Vezes sem conta disseste amo-te, e o quanto me querias na
tua vida.
Vezes sem conta me disseste que sou a tua vida.
Desculpa-me por acreditares no meu olhar.
Desculpa-me por levar-te a ouvir o barulho das ondas do mar.
Desculpa-me por dormires entrelaçada nos meus braços.
Desculpa-me ter criado tantos laços.
Desculpa por ter limpado as tuas lágrimas
Desculpa-me por te ter dito que tudo ia ficar bem.
Desculpa-me pelas vezes que te tratei de meu bem.
Mas este sou eu, com este jeito meigo e calmo.
E no meu jeito agradeço-te por nunca me teres pedido para
dizer
[que te amo.
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